O Aprontando Uma mudou,

agora se chama Casa do Brincar.

14 de set de 2011

Roda de conversas: A importância do limite


Na próxima terça, 20/09, às 15h, teremos uma deliciosa roda de conversa com as mães no Aprontando Uma sobre  "A importância do limite". O papo será mediado pela psicóloga Elisangela.
IMPORTANTE:
- A atividade não terá custo para as mães. Previsão de duração: uma hora.
- Se você não tem pacote do Aprontando Uma, é necessário trazer um acompanhante para ficar com a criança enquanto você participa da "Roda de Conversa".
- Reserve a sua vaga pelo email luciane@aprontandouma.com.br.
Veja abaixo um artigo da Elisangela sobre o assunto:
A importância do Limite
Uma das maiores dificuldades em educar um filho é saber que amor e limite são coisas diferentes e que podem caminhar juntos quando a intenção é pensar em um desenvolvimento saudável para a criança em longo prazo.
Nos dias de hoje é bastante comum vermos pais cederem a cada desejo de seus filhos, atendendo-os prontamente, querendo a qualquer custo poupar seus filhos da frustração e da raiva, esse tipo de atitude dá a criança uma sensação de poder e satisfação temporária e que dura até que a próxima vontade se manifeste o que não traz à criança benefícios duradouros.
A cada fase na vida da criança o limite é encarado de uma forma diferente,  uma criança de 1 ano não entende o limite da mesma forma que uma criança de 3 anos ou uma de 5 anos, a criança de 1 ano age por impulso em busca do que lhe dá prazer e evita o desprazer, assim ela quer fazer tudo o que lhe vem a mente, com o passar do tempo ela percebe que nem sempre seu comportamento é aceito pelo mundo externo e acarreta em conseqüências para ela, desta forma, pouco a pouco é construído o “filtro” que balanceia o querer e a realidade. Até 2 ou 3 anos a noção de proibido ainda não faz muito sentido e é necessário paciência e insistência por parte dos pais para que a criança pouco a pouco internalize o que pode e o que não pode fazer.
Para que a criança possa perceber que há um “limite” ela precisa da ajuda do ambiente, ambiente este formado pela mãe, pai e outros adultos que participam da educação da criança e que possam ajudá-la rumo ao desenvolvimento saudável. 
Mas esta situação não é tão simples para a maioria dos pais, e o sentimento que mais atrapalha esta jornada é a culpa.
Mas culpa do que? Quais outros sentimentos alimentam esta dificuldade?
Nos dias de hoje, a falta de tempo, o estresse, a cobrança externa e a terceirização da educação colaboram para que os pais se sintam a cada dia mais em débito com seus filhos e o “dizer não”  não é bem vindo nesta relação que já é tão difícil.
Falar a respeito, poder trocar idéias com outros pais e entender o limite como um aliado para o desenvolvimento saudável dos filhos são ações positivas e que  contribuem para que os pais sintam-se mais fortalecidos nesta tarefa e consigam gradualmente preparar seus filhos para o mundo que vai muito além do núcleo familiar.

Maria Elisangela Nunes Carneiro é Psicóloga – CRP 06/98989, com formação em Psicologia da Maternidade, Psicologia Perinatal e Aleitamento Materno. Atende em consultório particular adultos, crianças, gestantes e vínculo mãe-bebê-família. Participa de palestras e cursos voltados ao tema Maternidade e Vínculo Pais-Bebê.

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