O Aprontando Uma mudou,

agora se chama Casa do Brincar.
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17 de nov. de 2011

Ser Pai e Ser Mãe


Até pouco tempo o pai ocupava um papel pouco participativo nas famílias, atribuía-se a ele a ocupação com o trabalho e o papel de provedor financeiro, restando a mulher a responsabilidade de cuidar da casa e educar os filhos. O tempo passou, e muitas transformações aconteceram (econômica, social e de costumes), mas ainda vivemos resíduos culturais desta época em que as tarefas eram divididas desta forma.
Muitos pais ainda não se apropriam de uma paternidade mais afetiva, evitando participar de forma mais próxima do crescimento de seus filhos, assim como ainda há muitas mães que não conseguem dividir as tarefas com o companheiro, muitas vezes por culpa, mesmo trabalhando fora, ou por achar que o dever de educar os filhos é somente seu já que o marido é o provedor financeiro.
Há situações em que a dinâmica familiar não satisfaz o casal e não contribui de forma positiva para o desenvolvimento saudável da criança,  isso acontece quando falta um espaço para expor as opiniões, desejos e insatisfações de cada um, desta forma os conflitos tendem a aparecer com maior freqüência.
Com a grande variedade de configurações familiares que presenciamos na atualidade, não cabe mais um único modelo familiar, e sim pensar o modelo mais adequado para cada família, possibilitando que pai e mãe transitem no papel que se faz necessário a cada momento.
Hoje nos deparamos com as mais variadas situações no ambiente familiar: mães que trabalham e os pais ficam em casa cuidando dos filhos, mães que criam seus filhos sozinhas, pais que criam seus filhos sozinhos, guarda compartilhada, lares com mãe e mãe ou pai e pai, são tantas as variáveis que nos forçam a pensar de forma mais flexível, prezando pelo funcionamento saudável da família, com um leque maior de possibilidades e novos arranjos.
Maria Elisangela Nunes Carneiro é Psicóloga – CRP 06/98989, com formação em Psicologia da Maternidade, Psicologia Perinatal e Aleitamento Materno. Atende em consultório particular adultos, crianças, gestantes e vínculo mãe-bebê-família. Participa de palestras e cursos voltados ao tema Maternidade e Vínculo Pais-Bebê.


19 de out. de 2011

Quem sabe brincar?

A Camila Goytacaz, uma das nossas mães aqui no Aprontando, escreveu o artigo abaixo sobre o "brincar" para o site www.maternidadeconsciente.com.br. 
Dê uma olhada! Recomendamos!!!

Quem sabe brincar?
Chegou o Dia das Crianças. Vejo muita gente correndo para comprar o presente, escolhendo o brinquedo mais incrível, e me pergunto: quem vai brincar com estas crianças? Digo isso porque meu filho Pedro Luis, hoje com 3 anos, me pegou de surpresa quando começou a me chamar para brincar. Eu sabia muito bem trocar fraldas, dar banho e fazer papinhas. Mas brincar? Sinceramente, não me lembrava como era e nunca tinha pensado que isso seria minha função, em seu processo de desenvolvimento. Imaginar uma floresta, entrar na toca, ver tudo se transformar e deixar que ele conduzisse aquilo, afinal era a imaginação dele que estava tão fértil, foi um grande aprendizado para mim. Assumo, eu não me recordava do que realmente era brincar. E nem de como é bom brincar.


Existe sim um momento em que eles gostam e talvez até precisem brincar sozinhos, mas convidar à brincadeira o adulto em que confiam é uma grande prova de amor, que fala muito sobre a interação humana, e deve ser valorizada. Nas brincadeiras, os sentimentos, os aprendizados, a vida da criança se expressa. Não brincar com seu filho é, de certa forma, não ouvir o que ele tem a dizer.


Ter uma criança em casa é permitir que a fantasia chegue, é convidá-la a entrar. É reconhecer que, como adultos, já não sabemos mais o que é divertido na brincadeira, e então deixar que as crianças proponham e conduzam a atividade.


Depois que percebi a minha dificuldade em brincar, fiquei mais atenta ao comportamento dos outros. Vi que pouca gente de fato senta no chão para brincar com a criança. Sugerem que ela brinque enquanto cuidarão de suas coisas de adulto. Quando finalmente brincam juntos, tendem a dar ordens do que deve ser feito: encaixe esta peça aqui, coloque a tampa naquela panelinha, mexa assim ou assado.


Isso não é brincar. Não da forma como é preciso, não com liberdade. As crianças precisam exercitar e deixar fluir tudo o que suas mentes infinitas estão enxergando. Outro dia presenciei esta cena: o adulto dizendo assim para meu filho: está errado, este é o limite do desenho, o contorno do esquilo, você não deve pintar fora destas linhas, deve pintar o esquilo, entende? E ele responde, um tanto indignado: mas isso não é um esquilo, é um dragão, você não está vendo o dragão?


Enxergar um dragão onde a figura é esquilo é saber brincar. Passear pela selva e conversar com os bichos que se aproximam, sentir a cachoeira no chuveiro, chamá-lo de jumento quando ele resolveu ser este bicho, mesmo que pareça um pouco estranho aos ouvidos, deixar que a comida seja de chocolate com milho ou que os blocos formem uma torre cuja base é muito menor do que o topo e que certamente despencará, isso é brincar. Fugir da lógica e ignorar a razão. Isso é brincar.


Não sabemos mais fazer isso. A gente esqueceu. Mas eles sabem. E querem nos ensinar. Temos apenas que deixar. Deixar que eles nos conduzam pelo lindo mundo da fantasia, onde leões urgem, bonecos sem cabeça dançam, onde o dia amanhece várias vezes sem que a noite nunca chegue.


Brincar é reconhecer que nós não estamos (ou, ao menos, não deveríamos estar) no controle da vida das crianças. Somos seus pais e cuidadores, estamos aqui para zelar por eles, mas a verdade é que crescem e vivem independentemente da gente, além da gente, aliás, muito além da gente. São indivíduos providos de grande sabedoria, e apenas se a gente permitir, terão a generosidade de compartilhar conosco toda a riqueza que trazem em si.


O que desejo para o Dia das Crianças de todos nós é um dia de menos brinquedos e mais brincadeiras. De menos presentes e mais presença. De menos dar e mais receber. Desejo que, ao menos neste dia, os adultos também consigam ser, de novo e ainda que breve, crianças que brincam.

14 de set. de 2011

Roda de conversas: A importância do limite


Na próxima terça, 20/09, às 15h, teremos uma deliciosa roda de conversa com as mães no Aprontando Uma sobre  "A importância do limite". O papo será mediado pela psicóloga Elisangela.
IMPORTANTE:
- A atividade não terá custo para as mães. Previsão de duração: uma hora.
- Se você não tem pacote do Aprontando Uma, é necessário trazer um acompanhante para ficar com a criança enquanto você participa da "Roda de Conversa".
- Reserve a sua vaga pelo email luciane@aprontandouma.com.br.
Veja abaixo um artigo da Elisangela sobre o assunto:
A importância do Limite
Uma das maiores dificuldades em educar um filho é saber que amor e limite são coisas diferentes e que podem caminhar juntos quando a intenção é pensar em um desenvolvimento saudável para a criança em longo prazo.
Nos dias de hoje é bastante comum vermos pais cederem a cada desejo de seus filhos, atendendo-os prontamente, querendo a qualquer custo poupar seus filhos da frustração e da raiva, esse tipo de atitude dá a criança uma sensação de poder e satisfação temporária e que dura até que a próxima vontade se manifeste o que não traz à criança benefícios duradouros.
A cada fase na vida da criança o limite é encarado de uma forma diferente,  uma criança de 1 ano não entende o limite da mesma forma que uma criança de 3 anos ou uma de 5 anos, a criança de 1 ano age por impulso em busca do que lhe dá prazer e evita o desprazer, assim ela quer fazer tudo o que lhe vem a mente, com o passar do tempo ela percebe que nem sempre seu comportamento é aceito pelo mundo externo e acarreta em conseqüências para ela, desta forma, pouco a pouco é construído o “filtro” que balanceia o querer e a realidade. Até 2 ou 3 anos a noção de proibido ainda não faz muito sentido e é necessário paciência e insistência por parte dos pais para que a criança pouco a pouco internalize o que pode e o que não pode fazer.
Para que a criança possa perceber que há um “limite” ela precisa da ajuda do ambiente, ambiente este formado pela mãe, pai e outros adultos que participam da educação da criança e que possam ajudá-la rumo ao desenvolvimento saudável. 
Mas esta situação não é tão simples para a maioria dos pais, e o sentimento que mais atrapalha esta jornada é a culpa.
Mas culpa do que? Quais outros sentimentos alimentam esta dificuldade?
Nos dias de hoje, a falta de tempo, o estresse, a cobrança externa e a terceirização da educação colaboram para que os pais se sintam a cada dia mais em débito com seus filhos e o “dizer não”  não é bem vindo nesta relação que já é tão difícil.
Falar a respeito, poder trocar idéias com outros pais e entender o limite como um aliado para o desenvolvimento saudável dos filhos são ações positivas e que  contribuem para que os pais sintam-se mais fortalecidos nesta tarefa e consigam gradualmente preparar seus filhos para o mundo que vai muito além do núcleo familiar.

Maria Elisangela Nunes Carneiro é Psicóloga – CRP 06/98989, com formação em Psicologia da Maternidade, Psicologia Perinatal e Aleitamento Materno. Atende em consultório particular adultos, crianças, gestantes e vínculo mãe-bebê-família. Participa de palestras e cursos voltados ao tema Maternidade e Vínculo Pais-Bebê.

8 de jul. de 2010

Desmame natural, por Camila Goytacaz

A AMAMENTAÇÃO

Desde que comecei a amamentar, ou seja, há um ano e oito meses atrás, ouvi falar algumas (poucas) vezes sobre desmame natural. Mas sinceramente, achava que isso era uma lenda. Como assim meu bebê, super guloso, que adora peito, que eu tenho que controlar para não mamar o tempo todo, como este bebê simplesmente não vai querer mais? Pois agora sei que é isso mesmo. Simplesmente não vai querer mais.

Hoje claramente percebo que não era eu quem estava “deixando” ele mamar e sim ele que estava “me deixando” amamentá-lo. Pedro Luis mamou loucamente desde seu primeiro contato com o peito. Na maternidade, as enfermeiras ficavam espantadas com seu apetite voraz. Às vezes machucava o braço do pai, deixando roxo de tanto sugar, enquanto esperava pelo peito. A gente dizia que ele mamava até nos sonhos. Nunca dei nenhum leite que não fosse o meu. Como meu leite também vinha muito, era um prazer e às vezes um alívio amamentá-lo.

Nos primeiros seis meses era só leite materno e à vontade. Depois, Pedro intercalava comidas e mamadas. Com o tempo foi diminuindo as mamadas, descobrindo outras coisas legais. Passou praticamente ileso pelas tais doenças inevitáveis do primeiro ano.

No inicio eu tinha vergonha, na hora de amamentar ia para um canto mais discreto. Depois aquilo foi se tornando tão natural que Pedro mamava em qualquer circunstância e em qualquer lugar, sem nenhum constrangimento. E foi aí que comecei a sentir a pressão.”Mas ele mama ainda? Já andando e no peito? Até quando você vai deixar?” ou o terrível “tira logo senão depois fica muito pior”.

Mas eu curtia. Além de tudo, amamentar é prático, não precisa levar nada e a criança fica super bem, em viagens e em qualquer lugar. Não dei chupeta nem mamadeira e não fizeram a menor falta.

Pedro sempre dormiu comigo e com o pai dele na nossa cama de casal, quando não a noite toda, a maior parte da noite, pelo menos. E sempre mamou à vontade. Eu chamava de “self service”, pois amamentava praticamente dormindo e de manhã às vezes nem me lembrava de quantas mamadas haviam sido, exatamente. Realmente agora me lembrando bem, teve uma época, por volta de um ano e três meses, em que eu estava cansada, me sentindo sugada e presa (ficava irritada quando ele chupetava no seio). Depois passou e comecei a curtir de novo os momentos das mamadas.

O dilema começou a ficar mais frequente. Comecei a achar que tinha logo que  determinar a forma e quando ele seria desmamado. Fui me informar e foi quando aprendi sobre o desmame natural. Mas então eu não tinha que tomar as rédeas da situação? Me atormentei com esta questão durante um tempo.

O DESMAME

Como não achava nem o jeito certo e nem o momento de desmamar, além de adorar dar mamá, desencanei de tentar o desmame. Resolvi que iria seguir até ele completar dois anos, pelo menos, assim garantia mais proteção para meu pequeno, agora que ele vai à escola.

E foi quando eu realmente parei de me preocupar em tirar o peito, que aconteceu. Um dia, no inicio da tarde, Pedro não quis mamar. Ele apresentava febre e um incômodo na boca. Achávamos que era dente. Acabou que era estomatite, quando algumas aftas aparecem de uma vez na boquinha do nenê, super chato. Por conta disso, ele não quis mamar nem durante a noite.

Nas primeiras 24 horas sem mamar, só queria ficar abraçadinho comigo. Queria o aconchego, mas não queria mamar. No inicio eu fiquei triste, queria que ele mamasse, até porque não ele estava incomodado, não estava conseguindo comer nada e eu sentia que tinha fome. Mas depois vi que ele realmente não queria mamar. Eu perguntava e oferecia mamazinho, e ele dizia não. Ficava encostado no peito, com a mãozinha no peito, mas sem mamar, só fazendo carinho. Ele queria o aconchego, mas não queria beber o leitinho. Eu tirava o leite e oferecia, e ele nada. Daí o leite foi diminuindo.

Depois de alguns dias, ele se recuperou totalmente. Neste momento, achei que fosse retomar às mamadas, afinal agora já dava para aproveitar este prazer, certo? Errado. Para ele, por algum motivo, ele não precisava mais mamar. Ele não pediu e eu não ofereci. Depois de alguns dias, no banho (estávamos os dois no chuveiro) e ele olhou bem para o peito e disse: mamá. Daí eu falei: o mamá acabou. Ele entendeu. Ele fez cara que entendeu, deu um beijo no peito e fez um carinho. Foi lindo. Comecei a chorar absurdamente no banho com ele. Foi uma grande emoção que vivemos juntos pois sinto que nós nos comunicamos mesmo sem palavras nesta hora. É como se ele tivesse me dizendo que se encerrou, e eu dizendo a mesma coisa. E tudo com muito amor e muita gratidão.

Pedro foi muito sábio e tranquilo durante todo o processo, foi lindo. Ele que conduziu. O desmame foi tão assim que nem deu pra eu planejar nada, nem sabia que era aquela a última mamada, simplesmente rolou. Incrível.

Já faz duas semanas que ele não mama. Estamos muito conectados e amorosos, a gente se abraça, ele acaricia muito o peito e dorme encostado, ajeita a bochecha no meu seio e pede para eu cantar. Aprendemos outros jeitos de fazer dormir. Estamos in Love.

DAR PEITO NÃO ESTÁ NA MODA?

Cada vez mais vejo que as mulheres estão desconectadas da importância e principalmente, do quanto é profunda a relação mãe e filho no aleitamento, e o quanto isso é importante para ele, hoje e no futuro. É triste afirmar isso, mas observo que quanto mais informadas e com mais condição social, menos engajadas em oferecer exclusivamente leite materno e seguir amamentando até os dois anos de idade estão as mulheres. É cada vez mais raro um bebê grande que ainda mama no peito As razões são práticas e mais atreladas ao beneficio e conveniência da mãe do que a necessidade do bebê. A mãe se sentia presa ou queria dormir a noite toda. Ou quando é focado no bebê, é algo relacionado à alimentação (como fome ou não-saciedade).

Neste caso, basta oferecer algo. Uma fruta, uma bolachinha, não tem por que esperar que ele mate a fome com peito, se já é grande. Aprendi muito neste processo. Sempre que eu tenho uma oportunidade, seja visitando uma conhecida que teve bebê ou parabenizando alguém que soube da gestação, já falo logo: dê peito!.Tão simples e tão importante.

Hoje meu filho não mama mais, mas conversa comigo carinhosamente sobre isso com as poucas palavras que domina e diz “mamá mamãe cabou”. Abre minha blusa e manda beijo para o peito. Eu entendo o que ele diz e confesso sentir uma certa saudade, sabendo que esta fase passou, que nós dois fomos muito felizes e muito completos nela. Sou muito grata às pessoas que me ensinaram tudo isso (porque eu também não sabia, achava que dar peito era só um detalhe, bem mais banal e bem menos fundamental do que verdadeiramente é). Obrigada à Bela por ter me mostrado que é uma escolha profundamente impactante em nossas vidas.

Eu aprendi que temos que confiar, pois o bebê sabe a hora para mamar e a hora para parar de mamar também, e também sabe muitas outras coisas, porque sente tudo!

Camila Goytacaz
Jornalista, empresária, escritora e praticante de Iyengar Yoga. Papel mais importante: mãe do Pedro Luis. Com o nascimento do meu filho, passei a ler e aprender sobre maternidade e seu complexo e lindo universo. As descobertas me inspiraram a escrever sobre as experiências que vivenciamos juntos, na intenção de ser cada vez mais uma mãe conectada, sensitiva, com menos verdades absolutas e com mais espaço para perguntas e aprendizados contínuos, que respeita e ama a criança em toda a sua plenitude.

Profissionais, mães, amigas e articulistas

O dia a dia no Aprontando Uma é uma delícia, cheio de experiências compartilhadas, sorrisos e dores divididas, amizades construídas. Mães se encontram no Aprontando todos os dias e juntas aprendemos mais e mais sobre os nossos pequenos e sobre nós mesmas.

Agora, saímos do espaço físico e trazemos essa experiência para o virtual.

Estamos super felizes por inaugurar este bate-papo virtual entre mães. Pelo prazer de compartilhar, prazer de aprender, pelo prazer de desabafar, prazer de ler, pelo prazer de curtir a família e os amigos...

Nossa primeira convidada é uma amiga muito querida. A Camila é mãe do Pedro e acaba de descobrir que vem mais bebê por aí. Seu depoimento, Desmame natural, publicado acima,  é um alento para as mães que estão passando pelos dilemas do desmame. Emociona e conforta.
Obrigada, Cá!

7 de jul. de 2010

O fim do choro do bebê

Este vídeo é uma matéria antiga do Fantástico sobre a técnica do pediatra norte-americano Harvey Karp para acalmar bebês.
Eu só descobri tarde demais para testar. Mas, todo mundo JURA que funciona.
Se você tem bebê pequenininho, experimente e deixe seu comentário contando prá gente como foi a experiência!

6 de jul. de 2010

Como lidar com conselhos indesejáveis

Esse artigo foi extraído do livro Gentle Baby Care, da Elizabeth Pantley (McGraw-Hill, 2003). Faz muito tempo que o li e não lembrava do quanto me foi útil quando minha filha era pequenininha.
Recentemente, uma amiga o encontrou e repassou na lista materna_matrice. Acho que vale dividir aqui com vocês.

"Da mesma forma que seu bebê é uma parte importante de sua vida, ele é também importante para os outros. Pessoas que se importam com seu bebê estão ligados a você e ao seu bebê de uma maneira especial que os convidam a aconselhar.

É importante saber disso, você vai ter razões de lidar com essa interferência de modo gentil, que não machucaria os sentimentos de ninguém. Independente do conselho, é o seu bebê, e no fim, você vai educar seu filho da maneira que você acha que é a melhor. Então, raramente vale a pena criar uma guerra com uma pessoa que no fundo tem boas intenções. Você pode responder aos conselhos que você não pediu de várias maneiras:



Escute primeiro 
É natural ser defensivo se você acha que alguém esta te julgando; mas provavelmente você não está sendo criticada, mas sim, a outra pessoa esta compartilhando contigo o que ela acha ser uma percepção valiosa. Tente ouvir – você pode sem querer talvez aprender alguma coisa valiosa.

Seja indiferente 
Se você acha que não existe a mínima chance de convencer a outra pessoa a mudar de opinião, simplesmente sorria, balance a cabeça positivamente, e faca um comentário do tipo: "Interessante!" Então continue fazendo do seu jeito.



Concorde 
Você pode achar uma parte do conselho que você concorde. Se isso for possível, cuide de concordar de todo coração com aquele tópico.



Escolha suas batalhas 
Se sua sogra insiste em que seu bebe vista um chapéu na sua caminhada ao parque, vá em frente e ponha aquela chapéu na cabeça dele. Isso não vai prejudicar seu bebê e vai apaziguar a situação. Entretanto, não se renda quando o assunto é importante para você e quanto à saúde ou bem-estar da criança esta em jogo.

Evite tocar no assunto 

Se seu irmão esta te pressionando a deixar seu bebê chorar para dormir, mas você nunca faria isso, então não reclame para ele sobre seu bebê acordando cinco vezes a noite passada. Se ele tocar no assunto, então uma distração pode funcionar, como "Você gostaria de um cafezinho?"



Se instrua

Conhecimento é poder! Proteja a si mesmo e seu equilíbrio mental lendo e aprendendo tudo sobre o modo que você decidiu educar seu filho. Confie em si mesmo que você está fazendo o melhor para você e seu filho. 

Instrua a outra pessoa 
Se seu "professor" está transmitindo informações que você sabe que são ultrapassadas ou erradas, compartilhe com ele o que você aprendeu sobre o assunto. Você talvez poderá esclarecer muitas informações e abrir a mente da outra pessoa. Refira-se a um estudo, livro, ou artigo que você tenha lido.



Cite um médico 
Muitas pessoas aceitam o ponto de vista se um profissional da saúde validou isso. Se seu próprio pediatra concorda com sua posição, fale, "Meu médico falou para esperar até que ele tenha 6 meses para introduzir comidas sólidas." Se seu próprio médico não suporta seu ponto de vista, então refira-se a outro médico, talvez o autor de algum livro sobre cuidado de bebês.



Seja vago 
Você pode evitar um confronto com respostas evasivas. Por exemplo, se sua irmã pergunta se você já começou o desfralde (mas você nem está pensando nisso no momento), você pode responder assim, "Nós estamos indo para essa direção."



Peça conselho! 

O seu palpiteiro amigável é possivelmente um especialista em alguns assuntos que você concorda com ele. Tente achar esse pontos e convide-o para dar-lhe conselhos. Ele vai ficar tão feliz de estar te ajudando, e você vai ficar feliz em ter um modo de evitar discussões sobre os assuntos que vocês não concordam.



Decore uma resposta padrão 
Aqui um comentário que pode ser dito em resposta a quase todos os tipos de conselhos: "Esse não é talvez o jeito certo para vocês, mas é o jeito certo para mim."



Seja honesto 

Tente ser honesto sobre seus sentimentos. Separe uma hora em que não haverá distrações, e pense cuidadosamente em suas palavras, como "Eu sei o quanto você ama o Pedrinho, e eu estou feliz que você passa tanto tempo com ele. Eu sei que você acha que esta me ajudando quando você me dá conselhos como esses, mas eu estou satisfeito com meu modo próprio de lidar com isso, e eu ficaria realmente feliz se você pudesse entender isso."



Encontre um mediador 


Se a situação está colocando em risco sua relação com quem está te dando conselhos, você pode pedir outra pessoa para interferir para você.



Procure amigos que pensam da mesma forma 

Se associe a um grupo de apoio on-line ou clube com pessoas que tem os mesmos pontos de vista de educação de seus filhos.

Falar com outros pais que educaram seus bebês do mesmo modo pode te dar uma força para encarar pessoas que não entendem seus pontos de vista."

6 de jun. de 2010

Dez atitudes para ensinar o seu filho a cuidar do planeta

Fuçando na net em busca de informações para falar sobre o Dia do Meio Ambiente, que foi ontem, achei um artigo que que é bem pertinente para ajudar a lembrar de coisas que deveriam fazer parte da nossa rotina.
Assim como a preocupação com o Meio Ambiente tem que ser todo dia, a educação dos nossos filhos também.

Veja que dicas simples e bacanas:
1. Fique atenta ao tempo do banho
2. Separe o lixo
3. Conserte ou doe os brinquedos
4. Procure objetos usados para comprar
5. Utilize integralmente os alimentos
6. Use a sacola de tecido
7. Leve seu filho à feira
8. Faça uma horta
9. Apague as luzes sempre
10. Ande mais a pé


Texto na íntegra em www.bebe.com.br.

30 de mai. de 2010

Música ajuda no desenvolvimento motor e cognitivo de crianças

O resultado dessa pesquisa é bem interessante: "bater palmas no ritmo de músicas tem uma ligação direta com o desenvolvimento de habilidades em crianças e jovens adultos..."
Continue lendo aqui.
 
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